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    Reflexão: Blog dentro da empresa

    http://www.bernabauer.com/reflexao-blog-dentro-da-empresa/
    186 days ago in bernabauer.com · Authority: 144

    Fazer um blog é relativamente fácil. Pelo menos na internet aberta e livre, basta escolher o melhor serviço, ou o que mais agradar, criar uma conta e sair metendo, no melhor dos sentidos, o conteúdo desejado para dentro do sistema. O sistema chamo de CMS: Content Management System. O goolgle passa a indexar o seu conteúdo e através das buscas pessoas acabam achando seu blog e lá vem os primeiros leitores fiés, que assim ficam caso gostem do conteúdo que acharam. Simples, não? Pois é. A coisa parece bastante simples e reproduzir este mundo dentro de uma empresa pode não ser. Para começar, a maioria das empresas não tem um Google disponível para indexar o conteúdo da intranet. Em uma empresa pequena para média, talvez isto nem seja problema, afinal, basta mandar uma email para alguma centena de funcionários e a divulgação está feita. Se o conteúdo for bom, o que pode acabar acontecendo, é o boca-a-boca e o blog se torna sucesso. Nas grande empresas isto é um pouco mais difícil. São muitas pessoas dividas em diversos departamentos e equipes com focos e artibuições bastante heterogêneas. Para este tipo de empresa é de se esperar que a intranet tenha algum tipo de pesquisa capaz de indexar conteúdos diversos, mas e a ferramenta de blog? Voltando para os pequenos e médios, a opção pode ser mais simples. Um pequeno servidor linux, ou até mesmo Windows com Apache, PHP e MySQL para motorizar com blog Wordpress é o que eu recomendaria, mas na empresa grandona, gigantesca com centenas de servidores a preocupação com suporte e disponibilidade de seus serviços pode impedir a adoção desta recomendação. O que a maioria das grandes empresas acabam fazendo é adotar ferramentas de parceiros que hoje já fazem parte do “ambiente computacional”. Um dos exemplos de CMS para estas mega empresas (dá para notar que eu sou exagerado, né?) é a adoção da ferramenta Windows Sharepoint Services. Eu carinhosamente chamo de WSS. Este serviço vem de maneira gratuita com a licença de Windows 2003. Não sei bem os detalhes e qual versão exata do Windows 2003 é necessária, é melhor é conferir com a revenda Microsoft mais perto de você, mas acredite que a coisa é grátis e não tem custo mesmo. O WSS é muito mais do que apenas um CMS para blogs. Ele é uma ferramenta completa de colaboração e até mesmo um substituto para o serviço de filesystem. Tudo que você precisa é um servidor com Windows 2003 e eu recomendaria um SQL Server também. O espaço em disco que você vai precisar vai depender de quanto conteúdo você pretende colocar pra dentro. O WSS conta com um quadro de avisos, um calendário para eventos, ferramenta para listas de todos os tipos e para virtualmente qualquer aplicação, conta ainda com fórum, wiki e blog. É barba cabelo e bigode em termos de funcionalidades. Eu nem ia comentar, mas tem serviços de alertas via email e RSS. Colocadas estas muitas palavras para introduzir o tema, a reflexão é quanto a diferença de ambiente. Apenas para deixar claro, não estou falando de um blog corporativo que é algo que uma empresa monta para falar com seus clientes. Estou me referindo a blogs para os funcionários da empresa. Uma coisa é você ter um ambiente aberto como a internet onde você é o dono do blog. Outra coisa é um blog dentro da empresa, usando a infra-estrutura da empresa. Por mais que você possa achar que não há diferenças eu acredito que existem várias. Guarde este pensamento… Blogs, até onde consigo imaginar, são representações de visões e opiniões de seus donos, sejam estes blogs coletivos ou individuais. Por tanto, dentro de uma empresa o mesmo deveria valer. Cada funcionário pode ter o seu blog e ele é responsável pelo seu conteúdo. Da mesma maneira que na internet, cada um é responsável por o que publica. Caso faça alguma coisa errada, o responsável deve dar as devidas explicações. Apesar de ser um blog dentro da empresa, imagino que este conteúdo não deve ser moderado, tão pouco os comentários para os artigos devem ser moderados. O importante é deixar claro a responsabilidade. Na empresa não deverão existir comentários ou artigos com autor anônimo. Importante lembrar que você é responsável por seu login de rede, o qual você nunca deve emprestar. Brinco sempre que login/senha de rede é como roupa íntima, você não empresta nem deve usar emprestado. No caso de temas para os blogs, imagino que não devem existir restrições. Podemos ter um blog de um contador falando de poesia ou da secretária sobre dicas de mecânica. Pode também existir um blog de um engenheiro civil que fala sobre técnicas e novidades da construção civil, ajudando e compartilhando seu conhecimento com os demais companheiros de profissão dentro da empresa. A motivo para o Edney ter montado um blog foi por que ele não aguentava mais seus amigos fazendo perguntas sobre informática. Nas palavras do Élcio: Um blogueiro é só isso, uma pessoa, que por qualquer motivo tem alguma coisa a dizer. Minha dúvida neste caso é o que uma pessoa ganha por compartilhar o que sabe. É pensamento de diversas pessoas que seu conteúdo é seu diferencial em relação ao companheiro de trabalho. Compartilhar este conteúdo seria entregar o ouro ao competidor que disputa com você a promoção e o bônus de final de ano. Na internet, para este caso, a coisa é um pouco diferente, afinal, seu conteúdo pode ser o cartão de visita para ser contratado como consultor ou freelancer por uma empresa. Além disto, na internet, se o seu conteúdo for relevante pode chamar muitos visitantes e com anúncios e programas de afiliados (vulgo monetização) você ainda pode ganhar algum dinheiro. Ainda que você possa indicar que o blog pode fazer alguém ser reconhecido por seu trabalho, na minha cabeça, os bons profissionais já são conhecidos, sejam por seus chefes ou por seus iguais. A única explicação para o justificar um blog de um indivíduo seria a perpetuação de conhecimento para “reuso” em situações futuras. Porém, desta maneira o que vejo necessário para o blog é a adoção de um blog coletivo, voltado para uma classe de profissionais. Talvez, o blog nem seja a melhor ferramenta para tal, mas sim um fórum. É a criação coletiva em prol do coletivo e não o indivíduo em prol do coletivo. O ponto de inicio é um local onde as pessoas se reúnem em torno da ferramenta. Acho que a pedra fundamental para o inicio de fóruns e blogs é o um lugar onde todos podem falar e tirar dúvidas sobre a ferramenta. Neste local existiria um blog sobre blogs e fórum sobre fóruns. Também um diretório de blogs e fóruns, como se fosse o blogblogs de todos os conteúdos da empresa. Lá você veria as novidades e tiraria dúvidas sobre como utilizar o fórum como usar o blog etc. A última reflexão deste artigo, porém, não a último do assunto, é quanto ao acesso. Se os blogs e fóruns são para classes profissionais, como fica a questão da permissão de acesso? Defendo blogs individuais abertos e não moderados, porém blogs e fóruns de classe de profissionais, podem conter informações que podem ser o diferencial de uma empresa em relação aos seus concorrentes, logo, imagino que seria no mínimo necessário restringir que apenas engenheiros tenham acesso ao fórum sobre engenharia civil, salvo exceção. Não faz sentido que o faxineiro tenha acesso a este fórum, pelo menos pensando assim de bate pronto. Não imagino como resolver esta questão de blog dentro da empresa. Talvez nem seja o blog a ferramenta necessária, mas sim o fórum. Claro que cada empresa pode abordar este caso de uma maneira diferente e cada empresa tem um papel diferente na economia. Alguns dos pontos que coloquei podem ou não valer, mas o que eu gostaria é iniciar a reflexão e discutir sobre o assunto.

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    Café.com Blog e empresas de tecnologia

    http://diadefolga.com/cafecom-blog-e-empresas-de-tecnologia/

    No último dia 06, aconteceu em São Paulo o Café.com Blog, projeto em parceria de Lu Freitas, Manoel Netto e Manoel Fernandes. De um lado, blogueiros; de outro, representantes de empresas de tecnologia. E foi assim mesmo - cada um de um lado. Apesar da tentativa de misturar os dois times em cada mesa, o entrosamento não foi lá essas coisas, não. Não é que blogueiros sejam arrogantes; simplesmente, respiramos internet. Para alguns de nós, blogar é hobby, mas daqueles bem exigentes, em que estamos ligados a todo minuto; para outros, é meio de vida mesmo. A primeira palestra, sob o comando de Aloísio Sotero, ignorou tudo isso e quis ensinar padre-nosso ao vigário por meia hora. A palestra seguinte, da Forrester, foi mais interessante (e mais curta), trazendo dados e conceitos recentes, explicando como procedem à avaliação de blogs - basicamente, uma equação em que entram as variáveis "custo", "benefício" e "risco" - e ressaltando o papel dos blogs na formação da opinião dos consumidores. Depois, a rodada de perguntas, das quais a mais interessante foi a da Lu Freitas, patrocinada pelo Fugita via twitter: quantos daqueles representantes de empresas ali presentes têm o hábito de ler blogs? Dá pra imaginar a resposta? Isso mesmo: quase todos limitam-se a ler blogs apenas quando aparecem em buscas específicas. Agora, como alguém que não tem o hábito de ler blogs pode entender o funcionamento deles? O blog não é uma ferramenta estática e finalizada em si mesma, como um jornal. Blogs são feitos de interação ou, como lembrou o Edney, de conversas. Você, leitor, não é um mero receptor de informações. Você as analisa, deixa comentários nos blogs que acompanha, inicia bate-papos. Eventualmente, constrói seu próprio blog e cria discussões por lá, respondendo a textos de outros blogueiros. Forma-se uma teia de trocas e complementos. Um bom conteúdo é comentado. Um produto legal é divulgado. Um serviço péssimo (ou excelente, vá lá) torna-se conhecido de um público maior que a sua família, um público com poder de consumo e de divulgação de informações. É o boca-a-boca, nada novo, multiplicado via web. O que leva à segunda pergunta mais interessante da manhã: uma representante de empresa (falha-me a memória) perguntou como o blogueiro reage quando é contactado para divulgar um produto. A resposta, como em quase tudo na vida, é "depende". O que você pensa quando um operador de telemarketing quer empurrar-lhe um produto? E o que acha quando recebe uma amostra grátis na sua caixa de correspondência? Uma empresa que manda spam em forma de comentário ou email, dando uma de joão-sem-braço no estilo "Olha só que produto legal! Venha conhecer e divulgue!" ganha, na melhor das hipóteses, um clique no botão "apagar". Já aquele contato franco, honesto e inteligente, do tipo "Tenho um produto interessante. Gostaria que você testasse e desse a sua opinião. Enviarei uma amostra/unidade/assinatura para tanto." certamente será bem recebido pelo blogueiro. Um "por favor, avalie meu produto, pago X pela resenha" pode iniciar uma conversação produtiva. Apesar do abismo entre blogueiros e empresas, o Café.com Blog foi proveitoso. Se queremos dar relevância aos blogs, precisamos descobrir como eles são encarados pelos diversos segmentos de produtores e consumidores e, a partir daí, corrigir as falhas na comunicação. A blogosfera está engatinhando. Estamos todos aprendendo juntos. É tempo de trocar experiências, traçar planos de ação, provar que blogs são uma importante ferramenta de mídia. Embora blogueiros não sejam um corpo homogêneo ("nunca serão!"), existem grupos com interesses afins e esse é o ponto de partida para ganhar visibilidade. No próximo encontro, que tal uma reunião prévia de pauta entre os blogueiros participantes, para que saiam do papel de ouvintes para o de divulgadores? Também falaram sobre encontro do dia 06: Encontros e desencontros - Techbits Café.com Blog: o que são blogs? - fechaTag Café com blog inicia processo de educação corporativa sobre Web - Thiane Loureiro blogosfera, blogs, opinião